| Pos | Piloto | Melhor Volta | S1 | S2 | S3 | Voltas | Cortes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | FFabio Santos | 2:37.572 | 0:27.094 | 1:49.211 | 0:21.267 | 6 | 0 |
| 2 | HHellington Lemos | 2:38.025 | 0:27.273 | 1:49.430 | 0:21.322 | 5 | 1 |
| 3 | MMarcelo Bastos | 2:38.194 | 0:27.141 | 1:49.709 | 0:21.344 | 4 | 0 |
| 4 | AAugusto Rost | 2:39.694 | 0:27.246 | 1:51.086 | 0:21.362 | 5 | 4 |
| 5 | MMarcelo Jaime | 2:41.067 | 0:27.741 | 1:51.851 | 0:21.475 | 6 | 3 |
| 6 | Christian Mazza | 2:41.588 | 0:27.853 | 1:51.910 | 0:21.825 | 6 | 2 |
| 7 | DDavi Alexandre | 2:41.893 | 0:27.798 | 1:52.387 | 0:21.708 | 4 | 0 |
| 8 | RRafael Iwata | 2:42.630 | 0:27.701 | 1:53.104 | 0:21.825 | 5 | 1 |
| 9 | Thiago Born | 2:42.879 | 0:27.924 | 1:52.972 | 0:21.983 | 5 | 1 |
| 10 | Rodrigo Jaime | 2:43.554 | 0:28.337 | 1:53.297 | 0:21.920 | 4 | 2 |
| 11 | LLeo Soares | 2:43.715 | 0:28.198 | 1:53.693 | 0:21.824 | 5 | 3 |
| 12 | CCadu Figueiredo | 2:43.755 | 0:28.723 | 1:52.991 | 0:22.041 | 5 | 2 |
| 13 | JJoao Sena | 5:57.874 | 3:43.252 | 1:53.018 | 0:21.604 | 4 | 5 |
| 14 | EEmerson Czerkawski | — | — | — | — | 0 | 0 |
| 15 | Ronnie Peterson | — | — | — | — | 0 | 0 |
| 16 | DDaniel Baiao | — | — | — | — | 0 | 0 |
| Pos | Piloto | Largada | Variação | Pts | Melhor Volta | Tempo Total | Voltas | Voltas Lideradas | Incidentes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | FFabio Santos | 1 | — | 52+1 VR+1 Pole | 2:37.632 | 34:27.551 | 13 | 13 | 0 |
| 2 | MMarcelo Bastos | 3 | 1 | 48 | 2:38.037 | +6.449 | 13 | 0 | 0 |
| 3 | HHellington Lemos | 2 | 1 | 46 | 2:38.148 | +16.612 | 13 | 0 | 0 |
| 4 | AAugusto Rost | 4 | — | 40 | 2:39.919 | +35.235 | 13 | 0 | 0 |
| 5 | Christian Mazza | 6 | 1 | 38 | 2:41.212 | +56.130 | 13 | 0 | 8 |
| 6 | RRafael Iwata | 8 | 2 | 36 | 2:41.620 | +63.440 | 13 | 0 | 6 |
| 7 | Ronnie Peterson | 15 | 8 | 34 | 2:41.473 | +63.913 | 13 | 0 | 8 |
| 8 | CCadu Figueiredo | 12 | 4 | 32 | 2:41.811 | +67.545 | 13 | 0 | 4 |
| 9 | JJoao Sena | 13 | 4 | 30 | 2:41.567 | +68.861 | 13 | 0 | 8 |
| 10 | Thiago Born | 9 | 1 | 28 | 2:41.937 | +70.336 | 13 | 0 | 13 |
| 11 | LLeo Soares | 11 | — | 26 | 2:43.354 | +112.069 | 13 | 0 | 10 |
| 12 | DDaniel Baiao | 16 | 4 | 24 | 2:43.997 | +165.259 | 13 | 0 | 11 |
| 13 | DDavi Alexandre | 7 | 6 | 22 | 2:41.996 | -1 Volta | 12 | 0 | 7 |
| 14 | MMarcelo Jaime | 5 | 9 | 20 | 2:41.377 | -5 Voltas | 8 | 0 | 17 |
| 15 | Rodrigo Jaime | 10 | 5 | 18 | 2:43.594 | -9 Voltas | 4 | 0 | 13 |
| 16 | EEmerson Czerkawski | 14 | 2 | 16 | — | -13 Voltas | 0 | 0 | 0 |
Gente, senta aqui que essa conversa vai render. No último dia 8 de julho, em Brasília, rolou a segunda etapa da Copa Enfoque Ondotologia, e olha, teve de tudo um pouco: domínio absoluto, recuperação de cinema e até umas batidas pra alegrar a turma do replay. Logo de cara um detalhe chamou a atenção — faltaram quatro pilotos, e entre eles justamente o cara que tinha vencido a etapa de abertura em Goiânia, Fernando Carabette. Mesmo com dezesseis no grid, o autódromo do Distrito Federal entregou uma prova daquelas que a gente fica lembrando depois.
E não tem como começar a conversa por outro nome: Fabio Santos fez o que no automobilismo a gente chama de Grand Chelem — pole, vitória, volta mais rápida e liderança em todas as treze voltas. Não foi "quase", foi tudo. Ele cravou a pole em 1:57.5, baixou na corrida pra 1:57.632, foi o melhor nos três setores e ainda fechou com zero pontos de incidente. O para-choque só ficava menor a cada giro, e quem vinha atrás encarava um trânsito limpo demais pra sonhar com qualquer coisa diferente. Na bandeirada, quase sete segundos de frente. Soberano, sem atenuante.
No pódio com ele, dois pilotos que também correram sem somar um único ponto de incidente, e isso merece respeito. Marcelo Bastos pulou do terceiro no grid pro segundo logo cedo e administrou a posição até o fim, uns seis segundos atrás do líder — distância saudável, de quem correu no próprio ritmo sem se afobar. Hellington Lemos perdeu uma colocação logo de saída e passou o resto da prova acompanhando o passo de Bastos, terminando na casa dos dezesseis segundos. Pódio limpo, sem polêmica, três caras que entenderam exatamente o que a pista pedia.
Mas se você quer saber quem roubou a cena sem subir ao degrau mais alto, o nome é Ronnie Peterson. O homem nem marcou tempo no classificatório — largou lá do fundo, em décimo quinto — e mesmo assim foi costurando o pelotão inteiro pra chegar em sétimo. Oito posições recuperadas, o maior ganho da prova. Não foi uma volta mágica isolada não, foi uma corrida de paciência, escolhendo o lado certo na freada, e até somando uns contatinhos no caminho levou pra casa uma recuperação que vale por vitória. Augusto Rost também merece aplauso: largou em quarto, ficou quietinho ali a corrida inteira, segurou a quarta posição e, na tabela, deu um salto do décimo quarto ao sexto posto — a maior escalada do dia depois da do próprio Fabio.
Lá no miolo do pelotão a briga foi das boas. Christian Mazza, Rafael Iwata e Cadu Figueiredo trocaram posições o tempo todo e fecharam de quinto a oitavo, e Thiago Born, mesmo parado na décima colocação, levou o prêmio de mais consistente da noite, com voltas oscilando pouco mais de dois décimos por volta — o tipo de dado que passa batido no público mas que mostra um piloto afinando o acerto. Aliás, Davi Alexandre vivia a sua montanha-russa particular: tinha largado em sétimo depois de um treino muito bom, mas passou a prova inteira pra cima e pra baixo, liderou o ranking de trocas de posição e acabou uma volta atrás dos ponteiros. Pelo menos levou o prêmio de melhor execução, aquele da volta limpa mais perto do ótimo teórico — um consolo pro dia atribulado.
Agora, se teve gente brilhando, também teve apanhando, e aí a história fica menos bonita. Marcelo Jaime viveu uma corrida pra esquecer: largou em quinto, encostou em quatro adversários diferentes, somou dezessete pontos de incidente e ainda parou cedo, completando só oito das treze voltas. Ficou com o apelido merecido de O Destruidor da etapa e despencou pra décimo quarto. O irmão Rodrigo Jaime também não teve sorte — só quatro voltas e fora, num dia em que foi, de longe, o piloto menos consistente do grid. Emerson Czerkawski nem chegou a arrancar de verdade e fechou sem completar uma única volta. Uma noite daquelas em que o melhor é virar a página.
No fim das contas, o grande vencedor foi o próprio campeonato. Fabio Santos assumiu a liderança com cem pontos, justamente numa rodada em que o antigo ponteiro, Fernando Carabette, esteve ausente e despencou do primeiro ao oitavo. Hellington e Bastos entraram de vez na briga pelo título, e o pelotão intermediário mostrou que dá pulo quando a chance aparece. Faltam seis etapas, a disputa tá só começando, e se a terceira rodada tiver metade da história dessa, já vale o ingresso.