Copa Enfoque Odontologia

Brasília

Etapa 2 · 08/07/2026
Copa Enfoque Odontologia — T3 2026
Resultados da Sessão
PosPilotoMelhor VoltaS1S2S3VoltasCortes
1Fabio Santos2:37.5720:27.0941:49.2110:21.26700
2Hellington Lemos2:38.0250:27.2731:49.4300:21.32201
3Marcelo Bastos2:38.1940:27.1411:49.7090:21.34400
4Augusto Rost2:39.6940:27.2461:51.0860:21.36204
5Marcelo Jaime2:41.0670:27.7411:51.8510:21.47503
6Christian Mazza2:41.5880:27.8531:51.9100:21.82502
7Davi Alexandre2:41.8930:27.7981:52.3870:21.70800
8Rafael Iwata2:42.6300:27.7011:53.1040:21.82501
9Thiago Born2:42.8790:27.9241:52.9720:21.98301
10Rodrigo Jaime2:43.5540:28.3371:53.2970:21.92002
11Leo Soares2:43.7150:28.1981:53.6930:21.82403
12Cadu Figueiredo2:43.7550:28.7231:52.9910:22.04102
13Joao Sena5:57.8743:43.2521:53.0180:21.60405
14Ronnie Peterson00
15Daniel Baiao00
PosPilotoLargadaVariaçãoPtsMelhor VoltaTempo TotalVoltasVoltas LideradasIncidentes
1Fabio Santos1602:37.63234:27.55113130
2Marcelo Bastos31482:38.037+6.4491300
3Hellington Lemos21462:38.148+16.6121300
4Augusto Rost4402:39.919+35.2351300
5Christian Mazza61382:41.212+56.1301306
6Rafael Iwata82362:41.620+63.4401306
7Ronnie Peterson147342:41.473+63.9131304
8Cadu Figueiredo124322:41.811+67.5451304
9Joao Sena134302:41.567+68.8611304
10Thiago Born91282:41.937+70.3361307
11Leo Soares11262:43.354+112.0691306
12Daniel Baiao153242:43.997+165.2591307
13Davi Alexandre76222:41.996-1 Volta1207
14Marcelo Jaime5902:41.377-5 Voltas809
15Rodrigo Jaime10502:43.594-9 Voltas409
Evolução de Posições
P1P2P3P4P5P6P7P8P9P10P11P12P13P14P15LargadaV1V2V3V4V5V6V7V8V9V10V11V12V13Fabio SantosMarcelo BastosHellington LemosAugusto RostChristian MazzaRafael IwataRonnie PetersonCadu FigueiredoJoao SenaThiago BornLeo SoaresDaniel BaiaoDavi AlexandreMarcelo JaimeRodrigo Jaime
Prêmios
Fabio Santos
Vencedor
Fabio Santos
Fabio Santos
Pole Position
Fabio Santos
Fabio Santos
Melhor Volta
Fabio Santos
2:37.632
Fabio Santos
Melhor Volta Ideal
Fabio Santos
2:37.500
Davi Alexandre
Melhor Execução
Davi Alexandre
+43 ms
Fabio Santos
Mais Voltas Lideradas
Fabio Santos
13 voltas
Ronnie Peterson
Maior Recuperação
Ronnie Peterson
+7
Marcelo Jaime
Maior Queda
Marcelo Jaime
-9
Davi Alexandre
Mais Trocas de Posição
Davi Alexandre
6 trocas
Fabio Santos
Melhor Setor 1
Fabio Santos
0:27.091
Fabio Santos
Melhor Setor 2
Fabio Santos
1:49.273
Fabio Santos
Melhor Setor 3
Fabio Santos
0:21.136
Marcelo Jaime
O Destruidor
Marcelo Jaime
9 pts
Fabio Santos
O Tranquilo
Fabio Santos
0 pts
Marcelo Jaime
Troca de Tinta
Marcelo Jaime
4 rivais
Fabio Santos
Grand Chelem
Fabio Santos
Thiago Born
Mais Consistente
Thiago Born
σ 0.23s
Rodrigo Jaime
Menos Consistente
Rodrigo Jaime
σ 8.68s
Estatísticas da Corrida
78.9%
Comparecimento
15 de 19 pilotos
Relatório da Corrida

Gente, senta aqui que essa conversa vai render. No último dia 8 de julho, em Brasília, rolou a segunda etapa da Copa Enfoque Ondotologia, e olha, teve de tudo um pouco: domínio absoluto, recuperação de cinema e até umas batidas pra alegrar a turma do replay. Logo de cara um detalhe chamou a atenção — faltaram quatro pilotos, e entre eles justamente o cara que tinha vencido a etapa de abertura em Goiânia, Fernando Carabette. Mesmo com dezesseis no grid, o autódromo do Distrito Federal entregou uma prova daquelas que a gente fica lembrando depois.

E não tem como começar a conversa por outro nome: Fabio Santos fez o que no automobilismo a gente chama de Grand Chelem — pole, vitória, volta mais rápida e liderança em todas as treze voltas. Não foi "quase", foi tudo. Ele cravou a pole em 1:57.5, baixou na corrida pra 1:57.632, foi o melhor nos três setores e ainda fechou com zero pontos de incidente. O para-choque só ficava menor a cada giro, e quem vinha atrás encarava um trânsito limpo demais pra sonhar com qualquer coisa diferente. Na bandeirada, quase sete segundos de frente. Soberano, sem atenuante.

No pódio com ele, dois pilotos que também correram sem somar um único ponto de incidente, e isso merece respeito. Marcelo Bastos pulou do terceiro no grid pro segundo logo cedo e administrou a posição até o fim, uns seis segundos atrás do líder — distância saudável, de quem correu no próprio ritmo sem se afobar. Hellington Lemos perdeu uma colocação logo de saída e passou o resto da prova acompanhando o passo de Bastos, terminando na casa dos dezesseis segundos. Pódio limpo, sem polêmica, três caras que entenderam exatamente o que a pista pedia.

Mas se você quer saber quem roubou a cena sem subir ao degrau mais alto, o nome é Ronnie Peterson. O homem nem marcou tempo no classificatório — largou lá do fundo, em décimo quinto — e mesmo assim foi costurando o pelotão inteiro pra chegar em sétimo. Oito posições recuperadas, o maior ganho da prova. Não foi uma volta mágica isolada não, foi uma corrida de paciência, escolhendo o lado certo na freada, e até somando uns contatinhos no caminho levou pra casa uma recuperação que vale por vitória. Augusto Rost também merece aplauso: largou em quarto, ficou quietinho ali a corrida inteira, segurou a quarta posição e, na tabela, deu um salto do décimo quarto ao sexto posto — a maior escalada do dia depois da do próprio Fabio.

Lá no miolo do pelotão a briga foi das boas. Christian Mazza, Rafael Iwata e Cadu Figueiredo trocaram posições o tempo todo e fecharam de quinto a oitavo, e Thiago Born, mesmo parado na décima colocação, levou o prêmio de mais consistente da noite, com voltas oscilando pouco mais de dois décimos por volta — o tipo de dado que passa batido no público mas que mostra um piloto afinando o acerto. Aliás, Davi Alexandre vivia a sua montanha-russa particular: tinha largado em sétimo depois de um treino muito bom, mas passou a prova inteira pra cima e pra baixo, liderou o ranking de trocas de posição e acabou uma volta atrás dos ponteiros. Pelo menos levou o prêmio de melhor execução, aquele da volta limpa mais perto do ótimo teórico — um consolo pro dia atribulado.

Agora, se teve gente brilhando, também teve apanhando, e aí a história fica menos bonita. Marcelo Jaime viveu uma corrida pra esquecer: largou em quinto, encostou em quatro adversários diferentes, somou dezessete pontos de incidente e ainda parou cedo, completando só oito das treze voltas. Ficou com o apelido merecido de O Destruidor da etapa e despencou pra décimo quarto. O irmão Rodrigo Jaime também não teve sorte — só quatro voltas e fora, num dia em que foi, de longe, o piloto menos consistente do grid. Emerson Czerkawski nem chegou a arrancar de verdade e fechou sem completar uma única volta. Uma noite daquelas em que o melhor é virar a página.

No fim das contas, o grande vencedor foi o próprio campeonato. Fabio Santos assumiu a liderança com cem pontos, justamente numa rodada em que o antigo ponteiro, Fernando Carabette, esteve ausente e despencou do primeiro ao oitavo. Hellington e Bastos entraram de vez na briga pelo título, e o pelotão intermediário mostrou que dá pulo quando a chance aparece. Faltam seis etapas, a disputa tá só começando, e se a terceira rodada tiver metade da história dessa, já vale o ingresso.