| Pos | Piloto | Melhor Volta | S1 | S2 | S3 | Voltas | Cortes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | FFabio Santos | 2:25.471 | 0:30.726 | 1:02.284 | 0:52.461 | 6 | 1 |
| 2 | MMarcelo Bastos | 2:25.503 | 0:30.676 | 1:02.037 | 0:52.790 | 5 | 1 |
| 3 | MMarcelo Jaime | 2:26.436 | 0:30.875 | 1:02.478 | 0:53.083 | 5 | 4 |
| 4 | RRaphael Souza | 2:26.861 | 0:31.153 | 1:02.878 | 0:52.830 | 6 | 4 |
| 5 | JJoao Sena | 2:28.468 | 0:31.383 | 1:03.409 | 0:53.676 | 5 | 6 |
| 6 | Thiago Born | 2:28.660 | 0:31.597 | 1:03.567 | 0:53.496 | 4 | 4 |
| 7 | AAugusto Rost | 2:29.037 | 0:31.730 | 1:03.774 | 0:53.533 | 3 | 2 |
| 8 | Christian Mazza | 2:29.897 | 0:32.097 | 1:03.625 | 0:54.175 | 4 | 5 |
| 9 | DDouglas Carabette | 4:02.330 | 2:03.018 | 1:04.480 | 0:54.832 | 3 | 8 |
| 10 | RRafael Iwata | — | — | — | — | 0 | 0 |
| 11 | Rodrigo Jaime | — | — | — | — | 2 | 5 |
| 12 | Ronnie Peterson | — | — | — | — | 0 | 0 |
| 13 | EEmerson Czerkawski | — | — | — | — | 0 | 0 |
| 14 | HHellington Lemos | — | — | — | — | 0 | 0 |
| Pos | Piloto | Largada | Variação | Pts | Melhor Volta | Tempo Total | Voltas | Voltas Lideradas | Incidentes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | FFabio Santos | 1 | — | 51+1 Pole | 2:25.857 | 34:20.585 | 14 | 13 | 2 |
| 2 | MMarcelo Bastos | 2 | — | 49+1 VR | 2:25.336 | +16.126 | 14 | 1 | 2 |
| 3 | RRaphael Souza | 4 | 1 | 46 | 2:26.940 | +17.831 | 14 | 0 | 4 |
| 4 | MMarcelo Jaime | 3 | 1 | 40 | 2:26.696 | +34.304 | 14 | 0 | 6 |
| 5 | JJoao Sena | 5 | — | 38 | 2:28.158 | +40.354 | 14 | 0 | 0 |
| 6 | DDouglas Carabette | 9 | 3 | 36 | 2:27.930 | +55.577 | 14 | 0 | 12 |
| 7 | Christian Mazza | 8 | 1 | 34 | 2:29.277 | +55.604 | 14 | 0 | 20 |
| 8 | RRafael Iwata | 10 | 2 | 32 | 2:29.094 | +59.149 | 14 | 0 | 17 |
| 9 | Ronnie Peterson | 12 | 3 | 30 | 2:28.981 | +64.307 | 14 | 0 | 9 |
| 10 | Thiago Born | 6 | 4 | 28 | 2:28.373 | +65.256 | 14 | 0 | 7 |
| 11 | AAugusto Rost | 7 | 4 | 26 | 2:28.471 | +76.058 | 14 | 0 | 28 |
| 12 | Rodrigo Jaime | 11 | 1 | 24 | 2:35.033 | -11 Voltas | 3 | 0 | 3 |
| 13 | EEmerson Czerkawski | 13 | — | 22 | — | -14 Voltas | 0 | 0 | 0 |
| 14 | HHellington Lemos | 14 | — | 20 | — | -14 Voltas | 0 | 0 | 0 |
Gente, preciso dizer que a terceira etapa da Copa Enfoque Ondotologia no Jacaré-Paguá foi uma daquelas corridas que a gente senta pra ver e não consegue levantar. Com quatorze pilotos presentes — um público de 70% do grid — o traçado carioca recebeu a prova no dia 15 de julho, e olha, o que aconteceu na pista foi digno de um roteiro bem escrito. Vem comigo que eu vou contar os causos dessa corrida.
Fabio Santos simplesmente não quis saber de brincadeira. Depois de largar da pole position — conquistada por meros 32 milésimos à frente do Marcelo Bastos — o Fabio fez o que todo líder de campeonato sonha em fazer: dominou. Foram treze das catorze voltas na liderança, uma única troca de posição na largada que durou só até a volta 2, e depois foi só administrar. Cruzou a linha de chegada com mais de 16 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, somou os 50 pontos da vitória mais o ponto extra da pole, e chegou a 151 pontos no campeonato. É uma vantagem sólida, e olha que ele nem fez a volta mais rápida da prova — isso ficou pro concorrente direto dele.
Porque Marcelo Bastos, meu amigo, teve uma atuação de gente grande. Largou em segundo, chegou em segundo, mas fez a melhor volta da corrida: 1m45s336. Não satisfeito, ainda levou o prêmio de piloto mais consistente da noite — o desvio padrão dos tempos de volta dele foi irrisório, coisa de 412 milésimos. Teve uma queda lá pela metade da prova, caiu pra quinto, mas reconstruiu a corrida com uma calma impressionante e nos momentos finais ainda recuperou a segunda posição. Foram seis mudanças de posição no total, o maior número entre todos os pilotos. Saiu de Jacaré-Paguá com 49 pontos e subiu pra segunda colocação no campeonato, agora com 133.
Mas deixa eu falar de Raphael Souza, que foi o nome do meio do pódio. Largou em quarto, fez uma largada cirúrgica, e em poucas voltas já estava colado nos ponteiros. Chegou a ocupar a segunda posição por várias voltas, entre a sétima e a décima segunda, e só cedeu o lugar pro Marcelo Bastos na reta final. Segurou o terceiro lugar com unhas e dentes, mesmo com quatro pontos de incidente — nada que comprometesse a solidez da prova. Primeiro pódio dele no campeonato, e subiu da oitava pra sexta colocação na classificação com 84 pontos. Corrida de ressurreição.
E tem mais: Douglas Carabette foi o homem que mais ganhou posições. Largou em nono, terminou em sexto — três posições conquistadas na raça. Teve seus percalços, é verdade: caiu pra décimo na volta 6 depois de algum rolo, mas se recompôs, escalou de volta e ainda levou a melhor sobre o Christian Mazza de forma dramática. Foram 12 pontos de incidente, mas o resultado final compensou o sufoco.
Agora, nem tudo são flores, e é aqui que a história fica interessante. Augusto Rost, que largou em sétimo, protagonizou o verdadeiro vale-tudo. Vinte e oito pontos de incidente — o maior da noite — e se envolveu com cinco adversários diferentes. Uma verdadeira batalha campal. Chegou a rodar na sétima colocação em alguns momentos, mas as trocas de farol e os toques foram tantos que ele terminou em décimo primeiro, quatro posições abaixo de onde largou. Levou o troféu de "O Destruidor" e também o de "trocando tinta", e não foi por acaso. Uma pena, porque o desempenho de volta dele não era ruim — a melhor execução da prova foi dele, com uma diferença de apenas 211 milésimos entre o tempo ótimo e o tempo real.
Thiago Born, coitado, fez o caminho inverso. Largou em sexto, chegou em décimo — foi quem mais perdeu posições na corrida. Teve um momento difícil entre as voltas 5 e 6, onde despencou pra décimo primeiro, e nunca mais se recuperou. Sete pontos de incidente e muita frustração. Do lado de quem nem conseguiu largar, Emerson Czerkawski e Hellington Lemos não completaram volta sequer — zeraram na pontuação da corrida, mas levaram os pontos de participação. Rodrigo Jaime também deu bandeira: abandonou com apenas três voltas completas.
No fim, Jacaré-Paguá confirmou o que a temporada já vinha mostrando: Fabio Santos é o homem a ser batido, Marcelo Bastos é a sombra constante no retrovisor, e o meio de grid está cada vez mais imprevisível. Com 8 etapas no calendário, ainda tem muito chão pela frente, mas a impressão que fica é que a briga pelo título vai esquentar — e rápido.