| Pos | Piloto | Melhor Volta | S1 | S2 | S3 | Voltas | Cortes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Marcelo Jaime | 2:11.830 | 0:32.623 | 1:03.301 | 0:35.906 | 0 | 0 |
| 2 | Marcelo Bastos | 2:11.994 | 0:32.881 | 1:03.176 | 0:35.937 | 0 | 1 |
| 3 | 2:12.455 | 0:32.870 | 1:03.568 | 0:36.017 | 0 | 3 | |
| 4 | 2:12.552 | 0:32.670 | 1:03.769 | 0:36.113 | 0 | 2 | |
| 5 | 2:12.809 | 0:32.685 | 1:03.801 | 0:36.323 | 0 | 0 | |
| 6 | 2:12.831 | 0:33.061 | 1:03.877 | 0:35.893 | 0 | 3 | |
| 7 | Christian Mazza | 2:12.872 | 0:32.658 | 1:03.935 | 0:36.279 | 0 | 1 |
| 8 | Fernando Carabette | 2:13.112 | 0:32.798 | 1:04.193 | 0:36.121 | 0 | 1 |
| 9 | Thiago Born | 2:13.441 | 0:32.925 | 1:03.958 | 0:36.558 | 0 | 0 |
| 10 | 2:14.251 | 0:32.970 | 1:04.768 | 0:36.513 | 0 | 0 | |
| 11 | 2:14.535 | 0:33.293 | 1:04.872 | 0:36.370 | 0 | 0 | |
| 12 | 2:14.788 | 0:33.803 | 1:04.674 | 0:36.311 | 0 | 2 | |
| 13 | Rodrigo Jaime | 2:15.205 | 0:33.460 | 1:05.192 | 0:36.553 | 0 | 1 |
| 14 | — | — | — | — | 0 | 0 | |
| 15 | — | — | — | — | 0 | 0 |
| Pos | Piloto | Largada | Variação | Pts | Melhor Volta | Tempo Total | Voltas | Voltas Lideradas | Incidentes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Marcelo Jaime | 1 | — | 102+2 Pole | 2:12.151 | 33:22.667 | 15 | 9 | 4 |
| 2 | 3 | 1 | 96 | 2:12.693 | +5.370 | 15 | 6 | 0 | |
| 3 | Fernando Carabette | 8 | 5 | 92 | 2:13.252 | +14.210 | 15 | 0 | 6 |
| 4 | Thiago Born | 9 | 5 | 80 | 2:13.235 | +20.174 | 15 | 0 | 2 |
| 5 | 12 | 7 | 78+2 VR | 2:12.150 | +24.196 | 15 | 0 | 7 | |
| 6 | 5 | 1 | 72 | 2:14.071 | +43.904 | 15 | 0 | 10 | |
| 7 | 15 | 8 | 68 | 2:14.033 | +45.133 | 15 | 0 | 4 | |
| 8 | Christian Mazza | 7 | 1 | 64 | 2:13.282 | +49.515 | 15 | 0 | 11 |
| 9 | Rodrigo Jaime | 13 | 4 | 60 | 2:14.232 | +55.106 | 15 | 0 | 11 |
| 10 | 10 | — | 56 | 2:13.798 | +55.500 | 15 | 0 | 15 | |
| 11 | 11 | — | 52 | 2:14.048 | +59.716 | 15 | 0 | 8 | |
| 12 | 4 | 8 | 48 | 2:13.250 | +67.754 | 15 | 0 | 6 | |
| 13 | 14 | 1 | 44 | 2:16.091 | +73.081 | 15 | 0 | 4 | |
| 14 | 6 | 8 | 0 | 2:12.662 | -2 Voltas | 13 | 0 | 8 | |
| 15 | Marcelo Bastos | 2 | 13 | 36 | 2:15.417 | -2 Voltas | 13 | 0 | 0 |
Chegou a hora. Última etapa da Copa Enfoque Odontologia, com pontos dobrados, disputada em Interlagos no dia 26 de agosto de 2026 com 15 dos 19 inscritos no grid. A gente veio pra Interlagos com o Fabio Santos praticamente com a mão na taça, e saiu de lá com um roteiro que ninguém tinha previsto — pole novo, vencedor novo, colapso na primeira volta e um campeonato definido do jeito mais estranho possível.
Quem levou a corrida foi o Marcelo Jaime, e de que forma. Cravou a pole, cravou o melhor tempo teórico e o melhor setor 2, largou na frente, perdeu a ponta por um punhado de voltas pro Raphael Souza e reassumiu na oitava, liderando 9 das 16 voltas até bandeira. Uma vitória tranquila, com só 4 pontos de incidente e o carro parecendo o mais afiado do grid. Com os 100 pontos dobrados, o Marcelinho fecha a temporada em 2º geral com 344 pontos, dando um salto de 3º pra 2º na última respirada do campeonato — jeito perfeito de encerrar a Copa.
Mas o nome do dia, no sentido oposto, é o Marcelo Bastos. Segundo colocado do grid, precisando pontuar forte pra brigar pelo título, ele conseguiu a proeza de despencar do 2º pro 14º em uma única volta e ficar cravado em 15º e último até o fim. Nenhum ponto de incidente, absolutamente nenhum contato registrado — foi um problema mecânico ou de setup que jogou toda a temporada dele no lixo em segundos. Perdeu 13 posições no total, o pior colapso da noite, e assistiu o vice-campeonato escapar entre os dedos ali mesmo, na primeira curva depois da largada. Terminou o campeonato em 3º, o que ainda é resultado excelente, mas o gosto vai ser amargo.
E o mais irônico é que o próprio Fabio Santos passou pelo mesmo susto. Largou em 4º, também despencou pro 15º já na segunda volta e terminou em 12º, longe do ritmo. Só que ele chegou em Interlagos com folga suficiente pra que 48 pontos (do 14º dobrado) bastassem pra levantar o troféu. Quatro vitórias na temporada, seis pódios em oito corridas, o piloto mais consistente da corrida final apesar do resultado fraco, e um título conquistado no papel muito antes da bandeira. Fabio Santos, campeão da Copa Enfoque Odontologia 2026 — merecido do começo ao fim.
O pódio da corrida ficou com o Raphael Souza e o Fernando Carabette. O Raphael cumpriu tabela: largou em 3º, roubou a ponta na abertura, segurou por seis voltas, entregou pro Jaime e cruzou em 2º com a execução mais limpa do grid (75 milésimos de diferença pra volta ideal) e zero pontos de incidente — literalmente o mais pacífico da noite. Já o Fernando fez a corrida da recuperação: largou em 8º, subiu direto pro 3º na primeira volta e nunca mais soltou, defendendo a posição até o fim e fechando a temporada com uma escalada de 8º pro 6º na classificação geral.
E na volta final rolou o filme mais maluco da temporada. Enquanto o pelotão da frente vinha em ordem, a bandeirada trouxe uma reviravolta em cascata: o Joao Sena, que vinha tranquilo em 5º na maior parte da corrida, despencou pro 14º na última volta e jogou fora todos os pontos que tinha na mão. O Rafael Iwata, que já vinha de uma noite complicada como o piloto mais violento do grid — 15 pontos de incidente, sete oponentes diferentes tocados, o menos consistente também — perdeu três posições no fim e caiu do 7º pro 10º. Foi nessa bagunça final que apareceu o Daniel Baiao, largou em 15º e último e foi subindo em silêncio até fechar em 7º — 8 posições ganhas, a melhor recuperação da corrida, e um prêmio bem merecido.
Vale registrar também o show do Douglas Carabette, que largou em 12º, virou de casa a volta mais rápida da noite e ainda ficou com os melhores tempos nos setores 1 e 3, terminando em 5º numa etapa em que o cronômetro claramente estava do lado dele. E o Augusto Rost fez a corrida das oscilações — 10 mudanças de posição, saiu do 5º pro 2º, caiu, subiu, caiu de novo, terminou em 6º —, um roteiro que resume bem o tom desta corrida final.
Interlagos fecha a Copa Enfoque Odontologia com Fabio Santos campeão, Marcelo Jaime vice numa arrancada final linda e Marcelo Bastos completando o pódio da temporada mesmo depois do desastre da noite. Foi uma Copa cheia de reviravoltas do começo ao fim, e essa última etapa condensou tudo o que o campeonato foi: consistência premiando o campeão, momentos de brilho pra quem soube aproveitar, e um pouquinho de cruel imprevisibilidade pra lembrar a gente por que a gente ama esse esporte. Agora é descansar, tomar uma cerveja e começar a pensar na próxima temporada.